Exibição do filme “A Revolução dos Cocos” e do curta-metragem “The Technological Disobedience of Ernesto Oroza”

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O Grupo de Estudos Interdisciplinares em Ciência e Tecnologia (GEICT) e o Grupo de Análise de Políticas de Inovação (GAPI) convidam para o debate do filme A Revolução dos Cocos e do curta-metragem The Technological Disobedience of Ernesto Oroza.

Debatedoras: Daniela Pinheiro e Luciana de Farias (GAPI)

O filme “A Revolução dos Cocos” é um documentário produzido pela National Geographic que relata a luta do povo de Bougainville (ilha do pacífico anteriormente pertencente a Papua Nova Guiné) contra a mineradora inglesa multinacional Rio Tinto Zinc, e depois por sua independência. Os moradores da ilha expulsaram, pelo uso da sabotagem, a mineradora, depois expulsaram o exército de Papua, e depois o exército da Austrália, depois mercenários contratados. Sofreram um cerco de 7 anos (a população é de aproximadamente 150 mil habitantes). Além disso, este documentário mostra também que os separatistas conseguiram uma verdadeira revolução, social e ecológica, superando um fatal bloqueio econômico através da recuperação e invenção de práticas autônomas de economia, medicina, etc.

O curta apresenta o trabalho de Ernesto Oroza, designer e artista cubano que estudou as inovações criadas pela população de cuba durante os 30 anos de isolamento econômico do país. Em 1991, a economia de Cuba começou a implodir. O “Período Especial nos Tempos de Paz” foi um eufemismo do governo para o que foi o culminar de 30 anos de isolamento econômico. Tudo começou na década de 60, com a saída dos engenheiros de Cuba para os Estados Unidos. Ernesto Oroza descobriu que a população em geral tinha criado máquinas “Frankenstein” para a sua sobrevivência, feitas a partir de objetos do dia a dia. Oroza começou a coletar essas máquinas, e, mais tarde, contextualizá-lo como “arte” em um movimento que ele chamou de “Desobediência Tecnológica”.
A proposta deste Cine GEICT+GAPI é introduzir a questão da produção de tecnologias alternativas a partir de dois casos de enfrentamento ao isolamento imposto às economias e populações de Bougainville e Cuba. Os casos apresentados nos filmes aguçam a criatividade sobre novas possibilidades de produção tecnológica e reprodução da vida humana de formas mais acessíveis às populações locais e menos destrutivas ecológica e socialmente. A partir desses dois relatos, questiona-se se é possível existir – e em quais condições – diferentes relações entre produção de conhecimento, inovações, natureza e sociedade.

Data: 27 de Maio. 15h

Local:  Prédio do DGRN – Sala A

Instituto de Geociências – UNICAMP

Rua João Pandiá Calógeras, No. 51

Ponto de referência: Próximo à Praça da Paz. Veja o Mapa:

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